FEM –CUT/SP tem reunião com Sicetel

Publicado em: 3 ago 2017

A Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo, a FEM-CUT/SP, iniciou o debate da Campanha Salarial 2017: Resistência, Unidade e Luta na manhã da quarta-feira, 2 de agosto, com representantes do Sicetel (trefilação, laminação e metais ferrosos).

O Sicetel reafirmou que o momento não é dos melhores e que todo o setor passa por dificuldades e devido a situação atual ressaltou a necessidade do uso da “criatividade” para estabelecer um acordo diante da nova legislação, resultado da aprovação da reforma trabalhista. Carpinha relembrou o que foi referendado na Plenária Estatutária da FEM-CUT/SP, realizada em junho deste ano, “Nosso compromisso nesta campanha é garantir que nenhum direito seja tirado de nós e também barrar os efeitos das barbaridades aprovadas no Congresso Nacional. O tema desta campanha dialoga diretamente com isso, “Resistência, Unidade e Luta” foi aprovado em nossa plenária e guiará o desenrolar das negociações”.

A bancada dos trabalhadores(as) apresentou um plano de trabalho que organiza cada rodada de negociação. Inicialmente serão debatidas as cláusulas pré-existentes, os trabalhadores reivindicam que estas cláusulas sejam aperfeiçoadas e renovadas por dois anos. “São cláusulas que não têm impacto econômico”, explica Raimundo Oliveira, assessor jurídico na FEM-CUT/SP. Na sequência, serão apresentadas e debatidas as cláusulas novas, que são a demanda do chão de fábrica. Posteriormente, o debate segue para as cláusulas de “resistência” que visam barrar os efeitos da terceirização e também da reforma trabalhista.  “O Ministério Público do Trabalho  está questionando a aprovação da reforma por ter cláusulas inconstitucionais e ela representa o desmonte do Direito do Trabalho no Brasil”, afirma Oliveira, “Além de inconstitucional, ela fere pelo menos, 3 pontos de acordos assinados pelo Brasil na OIT (Organização Internacional do Trabalho)”, finaliza Oliveira.

Negociação Permanente

O Sicetel sinalizou que pode assinar a cláusula compromissória da Negociação Permanente que é reivindicada pela FEM-CUT/SP há 2 anos. “Esperamos que, de fato, esse compromisso seja firmado. É importante destacar que o processo de negociação, muito valorizado por nós, não deve acontecer apenas no período de data-base. Temas que devemos nos aprofundar devem ser debatidos nesse espaço”, avaliou Carpinha.

Campanha Salarial 2017: Resistência Unidade e Luta

A data base da categoria é 1º de Setembro. A FEM-CUT/SP representa aproximadamente 198 mil metalúrgicos/as no Estado de São Paulo. A Campanha Salarial 2017 “Resistência, Unidade e Luta”, traz em sua identidade visual o resgate do Construtivismo Russo, linguagem estética e artística usada durante o período revolucionário russo para dialogar com a população por meio de cartazes e panfletos. Além de homenagear os 100 anos da Revolução Russa, a campanha também celebra os 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil. “100 anos depois da Greve Geral de 1917, em 28 de abril de 2017, construímos a maior greve geral da história do Brasil. Em um momento como esse que vivemos, de ataques concretos contra nossos direitos é importante resgatar os diversos momentos de resistência da classe trabalhadora”, explica Luizão.

 

Escrito por Tadeu

Jornalista e Assessor de Imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região

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