Metalúrgicos da CUT/SP entregam pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2017

Publicado em: 5 jul 2017

A Federação dos Metalúrgicos Filiados a CUT/SP entregou, na terça-feira, 04 de julho, a pauta de reivindicações da “Campanha Salarial 2017: Resistência, Unidade e Luta”, para o setor patronal na sede da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para Estamparia, Fundição, Sindratar, Grupos 8 e 10, e também na sede do Sindpeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) para o Grupo 3- autopeças, forjaria e parafusos.

Sem assinar convenção coletiva há 3 anos, o Grupo 3 foi o primeiro a receber a pauta de reivindicações dos trabalhadores/as para a Campanha de 2017. “O momento é delicado e nosso objetivo este ano é chegar a um entendimento”, afirmou Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP. Os representantes patronais de peças, forjaria e parafusos também entregaram uma contra pauta aos trabalhadores/as.

Diante aos ataques incessantes promovido pelo governo de Michel Temer e pelos patrões, mesmo sem iniciar as discussões sobre as cláusulas da pauta, Luizão adiantou a importância da manutenção da última convenção coletiva até que um novo acordo fosse firmado. “Um dos principais pontos da reforma trabalhista, que está em tramitação no Congresso Nacional é a prevalência do Negociado sobre o Legislado e também o fim da ultratividade. Em um período como esse, é essencial manter a validade de convenções passadas até que um novo acordo seja firmado. Temos que valorizar os espaços de diálogo. O compromisso de manutenção da ultratividade, mesmo que a Reforma Trabalhista venha a ser aprovada no Senado, demonstrará que temos uma relação madura”, defendeu Luizão.

Os eixos centrais da campanha deste ano são: 40 horas semanais; INPC + aumento real; não à perda de direitos; contra as reformas do governo e o projeto de terceirização. “ Raimundo Oliveira, advogado da FEM-CUT/SP. Oliveira destaca a presença da ultratividade da norma coletiva na pauta, renovação das cláusulas pré-existentes, reposição da inflação mais aumento real. “A pauta contém um rol cláusulas novas para combater a terceirização irrestrita e também as ameaças contidas na possível aprovação da Reforma Trabalhista. A pauta de 2017 tem uma característica preventiva”, explica Oliveira.

Com o slogan “Resistência, Unidade e Luta”, a Campanha Salarial deste ano traz em seus eixos centrais a luta por nenhum direito a menos e o combate firme a terceirização (já aprovada no Congresso Nacional) e as reformas Trabalhista e da Previdência que estão tramitando no Legislativo brasileiro. “Além de direitos já conquistados pela categoria que estão sendo colocados sob ameaça desde as últimas campanhas, os patrões, junto com o governo, vêm aplicando medidas que só irão piorar ainda mais a situação da classe trabalhadora brasileira. Vale ressaltar que este governo não tem legitimidade de realizar reformas desta magnitude que mais parecem destruição dos direitos dos trabalhadores/as do que reformas”, finaliza Luizão.

Campanha Salarial 2017: Resistência Unidade e Luta

A data base da categoria é 1º de Setembro. A FEM-CUT/SP representa aproximadamente 198 mil metalúrgicos/as no Estado de São Paulo. A Campanha Salarial 2017 “Resistência, Unidade e Luta”, traz em sua identidade visual o resgate do Construtivismo Russo, linguagem estética e artística usada durante o período revolucionário russo para dialogar com a população por meio de cartazes e panfletos. Além de homenagear os 100 anos da Revolução Russa, a campanha também celebra os 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil. “100 anos depois da Greve Geral de 1917, em 28 de abril de 2017, construímos a maior greve geral da história do Brasil . Em um momento como esse que vivemos, de ataques concretos contra nossos direitos é importante resgatar os diversos momentos de resistência da classe trabalhadora”, explica Luizão.

Escrito por Tadeu

Jornalista e Assessor de Imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região

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