Federação divulga as prioridades para a categoria em 2008
 

Confira a seguir as principais propostas da FEM-CUT/SP para defender e valorizar a qualidade de vida dos trabalhadores metalúrgicos e metalúrgicas do Estado de São Paulo:
 

Emprego, só com carteira assinada
Como forma de burlar a legislação trabalhista, empresas têm contratado PJs (que trabalham ilegalmente como celetistas) e terceirizados. Esta conduta, considerada “trabalho precário”, é ILEGAL! Durante a Campanha Salarial, a Federação deixou um recado aos patrões: “se esta prática ilegal e imoral continuar, os metalúrgicos vão responder com protestos e paralisações”. Além de jogar peso nesta luta em 2008, a entidade intensificará uma Campanha de conscientização orientando o trabalhador e a trabalhadora a exigir emprego só com carteira assinada!

Segurança e saúde no local de trabalho
Visando a garantia de locais de trabalho seguros e adequados, reduzindo desta forma acidentes, a FEM assinou em 2005 a “Convenção de Prevenção de Acidentes em Prensas” com os sindicatos filiados, governo e empresas. Hoje, as empresas do Grupo 9 (que aderiram em 2007), Fundição, Autopeças e Máquinas Injetoras fazem parte da Convenção. A Federação continuará o diálogo para incluir outros grupos patronais nesta Convenção e desenvolverá ações que valorizem e respeitem os direitos dos trabalhadores acidentados/portadores de doença profissional. Envolver a juventude no movimento Cerca de 163 mil jovens com idade de até 24 anos trabalham nas indústrias metalúrgicas de todo o Estado, segundo o Dieese. A contratação de jovens sem experiência e o aumento do prazo para prestar vestibular foram algumas das conquistas na Campanha Salarial 2007. Uma das reivindicações que o Coletivo da Juventude da FEM-CUT/SP lutará é o custeio de uma parte do estudo do estudante pelas empresas. Outras ações para envolver o jovem na luta sindical são a criação de um blog na internet e de campeonatos de futebol/vídeo game.

Ampliação dos direitos sociais
O combate ao assédio moral/sexual e o apoio à vítima de violência doméstica são algumas das principais lutas em defesa das trabalhadoras metalúrgicas. Em 2007, o único grupo patronal que incluiu na Convenção “a cláusula de constrangimento moral” foi a Fundição. A estratégia da Federação-- que também enfocará as reivindicações de combate à discriminação racial e a inclusão dos trabalhadores com deficiência -- é formar Grupos de Trabalho que debaterão a importância de incluir a ampliação dos direitos sociais nas futuras Convenções.

Poluição zero
Os combustíveis são responsáveis por 92% da poluição atmosférica de São Paulo. Índice alarmante que classificou SP como a sexta cidade mais poluída do mundo. Neste momento em que o setor automobilístico bate recorde de vendas de carros – três milhões é a estimativa para 2007 -- é essencial que os novos veículos sejam produzidos com a redução da emissão de poluentes. A Federação defende a valorização das chamadas tecnologias limpas, como o biodiesel, o etanol (álcool de origem da cana de açúcar) e os combustíveis renováveis, e a adoção de um modelo de desenvolvimento ecologicamente correto que proporcione uma melhor qualidade de vida e de saúde para os trabalhadores.

Democratizar a informação
A chegada da TV digital e da TV Brasil representa uma nova era da comunicação brasileira. Em SP a estréia foi no 2/12. O novo sistema, de iniciativa do presidente Lula, está em fase de implantação, e pode ser visto por meio de um aparelho UHF e um conversor. Até 2013 todo o território nacional receberá o sinal analógico (gratuito). O surgimento da TV Brasil abre o debate sobre “qual tipo de televisão o Brasil precisa”. A Federação incentivará discussões com o intuito de debater o papel do trabalhador na era da democratização da informação.

Valorizar a cidadania
As eleições municipais marcarão o ano de 2008. Serão renovados os cargos de prefeito e vereador em todos municípios. O ramo metalúrgico tem impulsionado o crescimento das cidades e do Estado, quase oito mil novos empregos são gerados pelo setor todo o mês. A Federação dará sua contribuição e apresentará uma agenda de propostas de inclusão social, de democratização das políticas públicas e de desenvolvimento industrial com geração de emprego e renda para os (as) candidatos (as). A entidade também orientará a categoria a exercer o direito do voto com consciência e cidadania.

Fonte: Viviane Barbosa - Assessora de Imprensa e Comunicação da FEM-CUT/SP