Dos Metalúrgicos de Itu e Região para o
mundo do Futebol
 

Grande parte dos meninos já começam desde cedo a ter grandes sonhos com o mundo do futebol. O sucesso profissional e o destaque na mídia além de vultuosos salários, são os atrativos que mais pesa na hora de seguir para o futebol. Quase sempre o amor a bola fala forte ao coração, mas os interesses financeiros,são os maiores atrativos.
Mas com o jovem Wagner Casarine Pedroso a voz do esporte falou mais alto. Motivado desde criança pelo pai, Wagner sempre viu nos campos a oportunidade de aliar a realização profissional à paixão pelo futebol. “Sempre gostei de futebol, meu pai me incentivou muito,mas nunca me obrigou a seguir a carreira. Hoje estou a caminho da profissionalização, mas por amor ao esporte, o que virá depois, será resultado do meu trabalho,” analisa Wagner Pedroso.
E foi nos campos de Itu que o então menino Wagner Pedroso deu seus primeiros chutes em direção ao sucesso. O pai de Wagner que também se chama Wagner Pedroso, era treinador do time de futebol do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região. logo que o treinador colocou o garoto para treinar e jogar, não demorou muito para o resultado aparecer.“ No time dos Metalúrgicos de Itu e Região Wagner teve a oportunidade de mostrar seu futebol. Jogava como gente grande. Fora isso tínhamos todo o apoio da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região. Falando como pai e deixando um pouco o lado treinador , posso afirmar que foi graças ao apoio e a estrutura montada pelo Sindicato, que meu filho conseguiu adquirir qualidade técnica para chegar onde chegou,” explica o ex-treinador e pai do atleta.
O time dos Metalúrgicos de Itu e Região não existe mais, porém muitas recordações ficaram na memoria do atleta, que relembra com carinho e muita saudade. “Eramos um time valente. Não baixávamos a cabeça para nenhum outro adversário. Quando entrávamos em campo, sabíamos da responsabilidade de ostentar a camisa do Sindicato e com isso chegamos longe com o grupo,” relata Wagner Perdroso.
Hoje Wagner Pedroso joga no Brooklin Nihg´s / Rota, no Estados Unidos, lá só pode participar do time se o aluno tiver estudando. Isso faz com que a cabeça do jogador, seja formada de outra maneira. “Eu fui para os Estados Unidos através de consultores de esporte do Brooklin Nihg´s / Rota que estiveram no Rio de Janeiro e fizeram uma peneira. Na primeira vez eu fui rejeitado e isso fez com que batesse em mim uma grande frustração e até a vontade de parar. Mas então eu pensei em tudo o que passei e continuei a jogar. Em uma segunda oportunidade, fui chamado e topei o desafio,” conta o atleta que ainda conclui. “A pior parte nessa história toda é a falta da família. Lá primeio vem o dever de estudar e tirar boas notas e em seguida o esporte. Caso contrário corre-se o risco de perde a bolsa e sair do time. Com isso nossa mentalidade perante a profissão é outra. Hoje não sei se tenho vontade de voltar ao Brasil, pois aqui os empresários fazem muito leilão com o profissional. O lado técnico muitas vezes fica de fora. Jogo por amor ao esporte e o dinheiro é uma consequência. Mas se um dia der certo de jogar no Brasil, quero ir para o timão. Porém sou sempre grato a tudo que o Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região me proporcionou, foi com a ajuda deles é que fui revelado para o mundo do futebol,” finaliza Wagner Pedroso.
Com 17 anos, o atleta pensa em terminar os estudo e depois seguir a carreira que tanto gosta e que foi impulsionado pelo amor ao futebol que o pai cultivou desde criança juntamente com valores que hoje são esquecido.