Palavra da Diretoria

 

 Chegamos a mais uma Campanha Salarial. Talvez a que tenha o maior enfrentamento perante as intransigências patronais. É notório que ao sentarmos à mesa para iniciarmos as nossas negociações, vamos ouvir milhões de argumentos desfavoráveis ao aumento real e as perdas do período. Estamos nos aproximando de uma batalha onde os argumentos da classe patronal serão pesados, porém não convincentes.
Vamos sair e buscar o que é nosso. Trabalhamos e geramos riquezas aos patrões. Não somos culpados por ter acontecido a Crise. Todos os dias saímos de casa e trabalhamos de maneira séria, não temos culpa se brincaram de fazer apostas.
Também não podemos deixar que os patrões queiram pagar essa crise com o dinheiro do nosso bolso. Do pão que alimenta nossas famílias. Que vestem nossos filhos e que nos proporciona a qualidade de vida necessária para vivermos com dignidade.
É hora companheiros e companheiras, de fazer valer nosso direito. Nosso suor ao pé da máquina. Do acordar cedo e sair depois do horário. Dizer que simplesmente não tem como dar aumento é nos relegar a mesquinha condição de expectadores. Não somos meros expectadores, somos a força que faz essa engrenagem virar e produzir riqueza e capital para a patrãozada.
O valor dos nossos braços ao lado de uma máquina não pode ser comparado ao valor de uma força animal.
Está na hora de realmente verificar quem são os patriotas e os traidores desta nação. O governo Lula fez a parte dele, abaixou o IPI e vem prorrogando o mesmo, coisa que não estamos vendo no desgoverno de José Serra aqui em nosso Estado.
Desde o inicio desta famigerada crise, o governo Lula vem pedindo para que o povo continue consumindo, pois o consumo é a força motriz que gira a ciranda financeira e faz com que as empresas continuem a produzir. Mais do que rápido a população entendeu e hoje o Brasil é exemplo de modelo econômico para outros paises.
Agora é a vez da classe patronal fazer à parte deles. Repetimos: Não vamos ficar na expectativa, vamos buscar o que é nosso. Queremos nossa parte nesse bolo.
Para que isso aconteça e consigamos buscar a nossa parcela na construção do capital brasileiro, precisamos nos mobilizar. Ficar atentos às manobras da patrãozada e seguir firmes nos propósitos que norteiam nossa bandeira de lutas. Somos exemplo para muitas categorias, pois as demais categorias aguardam sair às negociações do setor metalúrgico para depois iniciar as suas negociações.
Metalúrgicos. Vamos nos mobilizar e mostrar para a classe patronal o nosso valor. Nossa força é nossa importância na construção do capital.
Metalúrgicos, uni-vos! E até a vitória.