Redução da Jornada de Trabalho é
aprovada na Comissão Especial da Câmara
 

 A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou no último dia 30 de junho, uma terça-feira, em Brasília, a Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salário, de 44 para 40 horas semanais. Agora, o projeto segue para o Plenário da Câmara, em prazo a ser estipulado pela própria Casa.
A CUT e as demais centrais sindicais acompanharam a votação após grande manifestação que pressionou os parlamentares a aprovarem a PEC 321 /95, em tramitação há 14 anos no Congresso Nacional.
A reivindicação é bandeira da Central desde sua fundação em 1983 e tem como objetivo gerar mais empregos com carteira assinada. Segundo cálculos do Dieese, a medida pode gerar 2,2 milhões de novos postos de trabalho. No ano passado, as centrais coletaram 1,5 milhão de assinaturas em todo o País, em defesa da redução da jornada, que foram entregues ao Congresso Nacional.
A última redução do período semanal de trabalho ocorrida no País foi na Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48h para 44 horas. Para o relator do projeto, deputado Vicentinho (PT-SP), ex-presidente da CUT, a redução da jornada terá pouco impacto nos custos das empresas, pois a média da duração do trabalho no País já é inferior às 44 horas previstas na Constituição. “Segundo dados do Dieese, a carga de 40 horas semanais, seguida da manutenção do patamar salarial, significará um crescimento de apenas 1,99% no custo da produção,” explica Vicentinho.
Qualidade de vida
Para o presidente da FEM-CUT, Valmir Marques (Biro Biro), a aprovação da proposta representa uma importante vitória da classe trabalhadora brasileira. “Aguardamos que esta vitória também aconteça no Plenário da Câmara porque esta conquista, além de gerar milhares de postos de trabalho, proporcionará mais tempo para o trabalhador investir na sua formação, lazer e com isso melhorará a sua qualidade de vida”, concluiu.