Federação entrega aviso de greve para o Grupo 9

 

 

    Novamente não teve acordo com a bancada patronal do Grupo 9 (que representa as empresas de máquinas e eletrônicos no Estado de São Paulo) sobre o valor de reajuste salarial para os trabalhadores do setor, cuja data-base é agosto. Em negociação, realizada na manhã desta sexta-feira, dia 31 de agosto, a bancada patronal, coordenada por Valdemar Andrade, apresentou reajuste salarial de 6% (4,19% de reposição da inflação do período da data-base, agosto, calculada pelo INPC e 1,74% de aumento real).

    O presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques (Biro Biro), recusou a contraproposta afirmando que este índice é muito ruim, e é inferior ao valor conquistado em 2006 pela categoria, que foi de 2.07%. “Neste ano, a conjuntura economia tem beneficiado as empresas do segmento industrial. Segundo levantamento do Dieese, nos últimos seis meses, o crescimento médio da indústria foi de 6,5%. Portanto, oferecer um aumento real de 1,74% é um absurdo tendo em vista que este setor de máquinas e eletrônicos apresentou bom desempenho e, portanto, tem condições de melhorar muito o reajuste”, afirma.

    Esta é a terceira contraproposta rejeitada.  No dia 24 de agosto, a bancada ofereceu 5% (0,78% de aumento real), no dia 30/08  5,5% (1,26%) e nesta sexta dia 31, 6% (1,74%) – último dia da vigência da Convenção Coletiva de Trabalho firmada entre a Federação e o Grupo 9. Na questão social, a bancada apenas se comprometeu em renovar as cláusulas sociais pré-existentes (em vigor).

 

Aviso de Greve       

 

    A Federação entregou o aviso de greve à bancada patronal, comunicando, conforme determina a legislação no prazo de 48 horas, que os trabalhadores das fábricas do setor de máquinas e eletrônicos vão iniciar as paralisações em todo o Estado a partir de segunda-feira (3 de setembro)

     O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, que acompanhou a negociação, reforçou que os trabalhadores jamais aceitarão esta contraproposta de reajuste. “No dia 5 de setembro, realizaremos assembléias no  ABC para discutir a organização da paralisação. Até lá se a bancada patronal não oferecer uma proposta satisfatória as greves serão intensificadas nas fábricas”, frisou.      

 

Sem data de negociação e perfil da categoria

 

    As negociações com a bancada patronal do Grupo 9 estão, por enquanto, suspensas.  A Federação dos Metalúrgicos da CUT representa 65 mil trabalhadores metalúrgicos deste segmento e a data-base da categoria é agosto.  Os metalúrgicos deste segmento estão concentrados nas cidades de Araraquara, Bauru, Pindamonhangaba, Jaguariúna, Monte Alto, Salto, Taubaté, Cajamar, Matão, Sorocaba e ABC.

 

 

Fonte: Viviane Barbosa - FEM