Grupo 10: 15 mil metalúrgicos receberão reajuste de 7,45%

 

    Depois de três meses de negociações e de várias paralisações em fábricas do Grupo 10 (que representa os setores de serralheria, lâmpadas, estamparias, prensas entre outros), a Federação dos Metalúrgicos da CUT assina na quinta-feira, dia 13, a Convenção Coletiva de Trabalho 2007/2008 com a bancada patronal, às 10h, na sede da Fiesp.

    Na última rodada, realizada em 3 de novembro, a Federação protocolou aviso de greve em virtude da intransigência do Grupo em avançar nas reivindicações. O impasse terminou na segunda-feira (10/12) após a bancada concordar com as propostas da FEM.          

    A nova Convenção Coletiva de Trabalho, que será válida pelo período de um 1 ano, ou seja, até a data-base do setor em novembro de 2008, ficou assim: o reajuste salarial com aumento real será de 7,45% (2,5% de aumento real e 4,79% de inflação medida pelo INPC referente ao período da data-base do setor novembro) que será pago agora em dezembro retroativo à novembro.

    Os pisos salariais tiveram reajustes que oscilaram de 8,3% a 10,46%. Os novos valores são: R$ 630 (empresas com até 50 empregados); R$ 680 (de 51 até 500) e R$ 780 (acima de 500). “O ambiente de negociação com o G10 foi mais tenso em relação aos demais grupos, mas o importante é que fechamos uma Convenção que garantiu melhorias sociais e econômicas significativas para toda a categoria”,finaliza Valmir Marques (Biro Biro) presidente da FEM-CUT/SP.

    No total, são 15 mil trabalhadores neste Grupo com data-base em novembro – último setor da base da CUT em Campanha Salarial neste ano. 

 

Ampliação de direitos sociais

 

    As trabalhadoras mais vez uma saíram ganhando: licença amamentação opcional de 8 dias úteis; garantia no emprego de 30 dias para quem sofreu aborto (não criminoso); licença remunerada de 10 dias em caso de violência doméstica, que será limitada a uma vez por ano sem desconto nas férias e no 13º; direito à realização de exames gratuitos de prevenção câncer e aumento no auxílio creche de 12 meses para 24 meses. 

   O G10 também se comprometeu em negociar  com os sindicatos o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) – lei federal 10.101-2000; bem como garantirá o emprego e salário  ao jovem que estiver em fase de tiro de guerra ou em serviço militar desde o alistamento até a incorporação, e nos dias 30 dias após o desligamento em que serviu.

    Outros avanços são a diversidade nas contratações de jovens da idade de 18 a 24 anos e de pessoas acima de 40 anos e o compromisso das empresas contratarem em futuras plantas ou eventuais reformas trabalhadores com deficiência.

 

Data-base e portador de doença profissional

 

    Sobre as reivindicações da Federação em mudar a data-base do G10 de novembro para setembro, a bancada concordou discutir a mudança após a entrega da pauta de reivindicações em 2008, bem como se comprometeu em discutir a adesão à Convenção de Prevenção e Acidentes de Prensas.  

    Já a manutenção da cláusula de estabilidade ao portador de doença profissional – uma das principais reivindicações da FEM -- não houve acordo com a bancada patronal. O tema será discutido em esfera judicial.

 

Fonte: Viviane Barbosa - Assessora de Imprensa da FEM-CUT/SP