Plenária dos metalúrgicos da CUT reforça necessidade da unidade de classe

Publicado em: 4 jul 2017

Participaram representando os Metalúrgicos de itu e Região, os companheiros Adão Pereira de Brito – (Sec. Geral)  e Jorge Luiz Benedito – (Sec. de Imprensa).

Aconteceu no dia 28 e 29 de junho, a Plenária Estatutária da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), que reuniu, em São Bernardo do Campo, mais de 120 sindicalistas, representando trabalhadores do ramo de todo o país.

O tema da Plenária, foi: “Em defesa da democracia, nenhum direito a menos”. Ao longo da plenária, (28 e 29), os participantes discutiram a política industrial, e realizaram um balanço dos dois primeiros anos de mandato da atual direção da Confederação e atualizar o plano de lutas da entidade para os próximos anos.

Falando sobre a conjuntura internacional, o secretário para a América Latina da IndustriALL Global Union, Marino Vani, destacou a escalada de ataques aos direitos trabalhistas e sindicais particularmente nos países do continente latino-americano e a crescente precarização das condições de trabalho com a globalização da produção das grandes indústrias transnacionais.

A IndustriALL é a federação internacional dos trabalhadores na indústria e representa mais de 50 milhões de operários, da base de 600 entidades sindicais em todo o mundo. O secretário geral da entidade, o brasileiro Valter Sanches, não pode comparecer à Plenária, mas enviou um vídeo saudando os participantes e destacando a necessidade dos trabalhadores brasileiros resistirem ao golpe contra seus direitos e a democracia.

O secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, ao avaliar a conjuntura nacional, lembrou do papel da mídia na sustentação do golpe. “Quem está pagando a conta da crise política e econômica são os trabalhadores, inclusive a conta da Lava Jato, com demissões e com a precarização das condições de trabalho”, afirmou, enfatizando a importância da mobilização, que ocorreu no dia 30 de junho, contra o desmonte dos direitos trabalhistas e por eleições diretas já.

Roni ressaltou ainda a importância da comunicação para o movimento sindical e citou experiências como a TVT (TV dos Trabalhadores), a Rede Brasil Atual e o jornal Brasil de Fato. “É preciso unidade colaborativa da nossa mídia e avançar a luta pela regulamentação dos meios de comunicação”, disse.

O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, assinalou que o movimento sindical deve estar em estado de alerta permanente, porque a conjuntura brasileira está mudando a cada instante. “Temos que resistir à entrega de nossa soberania e à tentativa de acabar com nossos direitos. E também somos os responsáveis por resgatar o projeto de inclusão social que o país já viveu”, convocou.

Na abertura da Plenária, Paulo Cayres e os presidentes de três federações estaduais, Luiz Carlos da Silva Dias (SP), Jairo Carneiro (RS) e Marco Antonio de Jesus (MG), assinalaram o momento difícil pelo qual o país passa e a necessidade dos metalúrgicos se unirem às demais categorias e aos movimentos sociais para barrar a investida em seus direitos.

 

Escrito por Tadeu

Jornalista e Assessor de Imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região

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