Quadro da Campanha Salarila 2017 – Resistência, Unidade e Luta

Publicado em: 15 ago 2017

Bancadas patronais aumentam o tom de retiradas de direitos

– Reunião 02/08 Sicetel (trefilação, laminação e metais ferrosos)
Reafirmou que o momento não é dos melhores e que todo o setor passa por dificuldades sendo as primeiras cláusulas as pré-existentes, posteriormente as novas, que são reivindicações do chão de fábrica e por último as cláusulas de “resistência” que tratam sobre a terceirização e reforma trabalhista. e devido à situação atual ressaltou a necessidade do uso da “criatividade” para estabelecer um acordo diante da nova legislação, resultado da aprovação da reforma trabalhista. Sinalizou assinar um acordo por 2 anos, nas cláusulas sociais.

-Reuniões em 01 e 09/08 – Grupo 3 – Sindicatos patronais de Peças, Forjaria e Parafusos. (apresentou Pauta).
A bancada patronal quer alteração Data base e nas cláusulas que falam dos direitos dos trabalhadores(as) acidentados ou portadores de doença profissional. E pedem a retirada das cláusulas que tratam licença amamentação, reajuste do vale transporte dissociado do reajuste do transporte público, além das garantias ao trabalhador estudante.

– Reunião em 01/08 Grupo 10 FIESP e Sindratar (refrigeração, aquecimento e tratamento de ar).
A bancada dos trabalhadores(as) propôs um plano de trabalho que prevê, inicialmente, o debate das cláusulas pré-existentes, que demandam ajustes de redação e que não têm impacto econômico, seguidas das cláusulas novas, que são demandas da base, e por fim, debater as cláusulas de resistência, que tem como objetivo barrar os efeitos do desmonte das leis trabalhistas e também a terceirização. A bancada patronal, ironicamente, afirma que as mesas de negociação são apenas técnicas e não podem debater politicamente o que está em jogo. A FEM-CUT/SP propôs uma cláusula de salvaguarda que garanta o debate sobre a aplicação das mudanças que poderão ser causadas pela reforma trabalhista. A bancada patronal responderá na próxima rodada de negociação sobre a aceitação da cláusula.

– Reunião em 01/08 – Estamparia – Siniem – Sindicato Nacional da Estamparia.
Assim como em outros grupos, a rodada de negociação com o Sindicato Nacional da Estamparia (Siniem), estabeleceu um plano de trabalho para debater as reivindicações dos trabalhadores(as) e também foi solicitado a assinatura de uma cláusula de salvaguarda, que se aceita, poderá garantir, negociações específicas sobre os impactos da reforma trabalhista quando as mudanças entrarem em vigor, em novembro de 2017.
A cláusula do trabalhador acidentado ou portador de deficiência profissional foi atacada, sinalizando o desejo da bancada patronal e realizar alteração nessa cláusula.

-Reunião em 09/08 – Grupo 8 – Sindicel (Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não-Ferrosos do Estado de São Paulo)
Bancada patronal apresentou pauta no Dia 08/08 (quarta feira )
Dificuldade em avançar, discussão das cláusulas pré existentes. A bancada patronal possui forte inclinação de colocar a terceirização na CCT e modificar a cláusula do acidentado.

– Reunião em 01 /08 – Grupo 8 – 3, Sinafer (ferros, metais e ferramentas), Sianfesp (artefatos de metais não ferrosos) e Simefre (equipamentos ferroviários e rodoviários) são agora o Grupo 8-3.
Foi criado um plano de trabalho e estabelecida uma ordem para os debates das cláusulas, sendo a primeira as pré-existentes, posteriormente as cláusulas novas, que são reivindicações do chão de fábrica e por último as cláusulas de “resistência” que tratam sobre a terceirização e reforma trabalhista.

GRUPO 2: Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas, Sindimaq; Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de São Paulo, Sinaees.
Requerendo que seja instalado o competente procedimento negocial de data-base para o ano de 2017 da Categoria Metalúrgica da CUT no Estado de São Paulo. Com o devido agendamento das rodadas de negociações, a fim de se discutir e buscar o entendimento necessário a respeito das QUESTÕES ATUAIS, cujas cláusulas ECONÔMICAS e SOCIAIS para este grupo empresarial se apresenta da seguinte forma:
CLÁUSULAS ECONÔMICAS: Reiterar os compromissos lavrados respectivamente nas cláusulas terceira e quarta da convenção coletiva de trabalho em vigor, no sentido de rediscutir amplamente o salário normativo, bem como a forma de aplicação dos reajustes salariais, em tratativas integradas entre esses dois assuntos ,INPC ACORDADO EM ¨2016

Reunião em 10/08 – Fundição
A proposta, que foi aceita pela bancada patronal, prevê que as cláusulas pré-existentes sejam as primeiras a serem debatidas, posteriormente, as cláusulas novas, que são demandas das fábricas e por último, as cláusulas de resistência, que têm como objetivo, barrar os efeitos da reforma trabalhista e da terceirização.
A Fundição está entre os grupos que atendeu a demanda da cláusula compromissória que cria a Mesa de Negociação Permanente, e que segundo os dirigentes da FEM-CUT/SP, faz que o período da Campanha Salarial seja mais enxuto e objetivo.

Campanha Salarial 2017: Resistência Unidade e Luta

A data base da categoria é 1º de Setembro. A FEM-CUT/SP representa 198 mil metalúrgicos (as) no Estado de São Paulo. A Campanha Salarial 2017 “Resistência, Unidade e Luta”, traz em sua identidade visual o resgate do Construtivismo Russo, linguagem estética e artística usada durante o período revolucionário russo para dialogar com a população por meio de cartazes e panfletos. Além de homenagear os 100 anos da Revolução Russa, a campanha também celebra os 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil. “100 anos depois da Greve Geral de 1917, em 28 de abril de 2017, construímos a maior greve geral da história do Brasil. Em um momento como esse que vivemos, de ataques concretos contra nossos direitos é importante resgatar os diversos momentos de resistência da classe trabalhadora”, explica Luizão, presidente da FEM-CUT/SP.

 

Escrito por Tadeu

Jornalista e Assessor de Imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região

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