Licença maternidade de 180 dias foi um dos temas da negociação no Grupo 8

Licença maternidade de 180 dias foi um dos temas da negociação no Grupo 8

A ampliação da Licença Maternidade de 120 para 180 dias e a valorização nos pisos salariais foram os principais temas debatidos na 1ª rodada de negociação da Campanha Salarial entre a FEM-CUT/SP (Federação Estadual dos Metalúrgicos Filiados a CUT) e a bancada patronal do Grupo 8 (que reúne os setores de trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros). A reunião aconteceu na quinta, dia 16, na sede do Sicetel, na FIESP.

 
O presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques, (Biro), coordenador da bancada dos trabalhadores, enfatizou que na Campanha de 2011 a Federação conquistou uma cláusula de recomendação sobre o tema na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “Conquistamos este direito nas Montadoras, nos Grupos 2, 3 e na Fundição. No G8 como é uma recomendação, as empresas não são obrigadas a cumprir”, explica.

 
A FEM ainda não conquistou este importante direito no Grupo 10 (reúne os sindicatos patronais dos setores de lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros).

 
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região Dorival Jesus do Nascimento Júnior, a ampliação desse direito será um importante conquista para as mulheres metalúrgicas. “ Conceder 180 dias de licença maternidade para as companheiras será o reconhecimento e a valorização das mulheres no mercado de trabalho. Não podemos deixar de lutar por esse direito, temos que seguir firme para incluir os 180 dias de licença maternidade em todos os grupos,” destacou o presidente.

 
Outro ponto debatido na reunião, foi a questão do piso salarial do Grupo 8. Segundo o presidente da FEM, a importância de a bancada do G8 valorizar os pisos da categoria. “Nestes setores, temos três pisos. A nossa proposta é unificá-los seguindo o maior”, salientou. O presidente da Federação ainda reforçou que valorizar os pisos é fundamental para combater a alta rotatividade. “De acordo com estudo do Dieese da FEM, a rotatividade nas empresas do G8 é de 42%”, comenta.

 
Estão em Campanha nestes setores do G8 36 mil metalúrgicos em todo o Estado e a data-base é 1º de setembro.

 
Principais reivindicações da FEM-CUT/SP

 
Reposição integral da inflação no período da data-base da categoria (1º de setembro). Os Metalúrgicos de Itu e Região negociarão neste grupo as cláusulas sociais. Aumento real no salário; Valorização nos pisos salariais;
Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução no salário;Ampliação da licença maternidade de 120 para 180 dias; Seguro de vida em grupo.

 
Setores da base da FEM-CUT/SP em Campanha
Fundição
Estamparia
Grupo 2 (máquinas e eletrônicos)
Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos)
Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros)
Grupo 10 (reúne os sindicatos patronais dos setores de lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros).
Total de metalúrgicos em Campanha na base FEM: 206.5 mil
Próximas rodadas
O coordenador da bancada patronal do G8, Valdemar Andrade, disse que avaliará as reivindicações da FEM e se posicionará na próxima rodada, agendada para o dia 23, às 14h,e dia 28 ás 14horas na sede do Sicetel, na FIESP.
Na semana que vem na terça, dia 21, a Federação continuará a negociação da Campanha Salarial com a bancada do G3 (que reúne os setores de autopeças, forjaria e parafusos). Na parte da tarde, iniciará as rodadas com as bancadas patronais do Grupo 10 e Fundição.

Fonte: FEM-CUT/SP – Foto: Mídia Consulte

Tadeu Italiani

Jornalista e Assessor de Imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *